Paixão

Quando trabalhei como programador e analista de 1993 a 1996 e apesar de gostar do que fazia havia uma sensação que era recorrente e diária:

No local onde trabalhava era necessário subir até ao terceiro andar até chegar ao escritório e todos os dias perguntava-me se me conseguia imaginar a subir aquelas escadas durante os próximos cinco anos.

Nunca consegui produzir uma resposta positiva nesse exercício diário, nos quase três anos em que o pratiquei.

Existem atividades que gostamos de realizar que são úteis e que nos permitem pagar as nossas contas e atingirmos uma certa funcionalidade no mundo.

Mas gostar de uma atividade não garante que seja essa a nossa paixão, pode ser apenas um poto de passagem, um transporte entre duas margens.

Faço-lhe o convite para que realize o seguinte exercício:

  • No caminho para casa, imagina-se a viver nesse local para os próximos cinco anos?
  • No caminho para o trabalho, imagina-se a trabalhar nesse local nos próximos cinco anos?
  • No caminho para se encontrar com alguém que gosta, imagina-se a estar com essa pessoa para os próximos cinco anos?
  • No caminho para o curso que está a realizar imagina-se a viver de forma apaixonada sobre aquilo que está a estudar pelo menos cinco anos depois de acabar o curso?
  • Ao praticar alguma arte que seja inspiradora para si consegue imaginar-se a evoluir nessa arte durante pelo menos cinco anos?

A resposta só poderá ser Sim ou Não.

Os “mas” ou “não é bem assim” ou outras respostas que pressupõem adiamento ou indecisão equivalem a não.

Boas práticas.

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